sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Minhas tardes (Português)

  Todos  os dias, depois da escola, vou para a casa da minha avó. Passo pelo portão do colégio, vou direto para a van, e quando chego, lá está ela, me esperando  com um grande sorriso para o almoço. Até, mais ou menos, meus seis anos, ficava o dia inteiro na escola, o que era extremamente desconfortável, ficar sentada naquelas cadeiras duras, pintando aviões e montanhas.
   
    Na realidade, meus pais começam a trabalhar de manhã e só voltam de noite, como não posso ficar sozinha, vou para a casa dos meus avós. Ficar lá todo dia com certeza nos deixou mais próximas, até em ações básicas, como ir ao mercado ou até ajudar a lavar a louça. Para muitos, isso pode parecer entediante, mas são nesses momentos que surge a conversa. Não converso muito com meu avô, mas sou muito grata à ele, por nos ajudar a pagar a escola, e sustentar uma parte do que consumimos. Minha relação com meu dindo, que também é meu tio, é quase como se fôssemos irmãos, ele sempre me ajuda em momentos difíceis, e por mais que me incomode (muito), ainda é um bom amigo.   
    
    Com essa convivência diária, eu percebi que todos os momentos que passamos juntos são importantes e devemos valorizar. Muitas vezes queremos  uma certa distância dos parentes, por acharmos que somos responsáveis e adultos o suficiente, ou apenas sentimos vergonha de admitir que dependemos deles, ou até de mostrá-los que os amamos. Depois de tudo que fizeram, e ainda vão fazer, o mínimo é dar atenção e demonstrar gratidão e carinho, até porque não sabemos até quando vão estar aqui.

 -Rafaela Rosa, Turma 81

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